Noruega vence Brasil com atuação decisiva de Haaland nas oitavas da Copa
O domingo, 5 de julho, entrou para a história como uma data amarga para o torcedor brasileiro. Em Nova Jersey, Estados Unidos, a seleção do Brasil foi derrotada pela Noruega por 2 a 1, resultando na eliminação precoce do sonho do hexacampeonato na Copa do Mundo. O confronto pelas oitavas de final ficou marcado pela atuação brilhante do atacante norueguês Erling Haaland, que marcou os dois gols da vitória escandinava no segundo tempo.
Essa derrota reforça um tabu incômodo para o Brasil: há 24 anos a seleção não vence um adversário europeu em jogos eliminatórios de Copa do Mundo. Desde a final de 2002, quando bateu a Alemanha, a equipe canarinho tem enfrentado dificuldades contra clubes do Velho Continente nas fases decisivas. Além disso, a Noruega permanece como o único país que o Brasil jamais conseguiu vencer em sua história, agora com três derrotas e dois empates.
Haaland brilha e se iguala aos maiores artilheiros do Mundial 2024
Erling Haaland, que já havia sido protagonista na vitória contra a Costa do Marfim nas fases anteriores, mostrou mais uma vez por que é uma das principais estrelas da competição. Com seus dois gols na partida contra o Brasil, o atacante chegou a sete gols na Copa, empatando com nomes como Kylian Mbappé, da França, e Lionel Messi, da Argentina, na disputa pela artilharia do torneio.
Para o Brasil, a eliminação representa um novo capítulo negativo. Essa é a sexta vez consecutiva que a seleção deixa a Copa nas fases eliminatórias, igualando sua pior campanha desde 1990, quando caiu nas oitavas diante da Argentina liderada por Diego Maradona. A ausência do título mundial já dura 28 anos, o maior jejum desde a primeira conquista em 1958, na Suécia.
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Contexto tático e desempenho das equipes
O técnico italiano Carlo Ancelotti promoveu a única alteração no time titular, escalando Gabriel Martinelli no lugar de Lucas Paquetá, lesionado. Do lado norueguês, Stale Solbakken colocou Julian Ryerson na lateral direita, recuperado de lesão, substituindo Marcus Pedersen.
A Noruega iniciou a partida com atitude ofensiva e chegou a marcar logo aos dois minutos, mas o gol foi anulado por impedimento. O Brasil, inicialmente pressionado, respondeu aos nove minutos com um pênalti a seu favor, após falta sobre Matheus Cunha. Bruno Guimarães cobrou, mas o goleiro Orjan Nyland defendeu com segurança.
O primeiro tempo seguiu com o Brasil tentando acelerar o jogo e criar chances, principalmente com Vinícius Júnior, Martinelli e Matheus Cunha, mas faltou eficiência nas finalizações. A Noruega, por sua vez, buscava espaços para contra-atacar e dificultava a saída de bola da seleção canarinho.
Segundo tempo com mudanças e virada norueguesa
Na etapa final, Ancelotti fez a primeira substituição logo aos 12 minutos, colocando Endrick no lugar de Matheus Cunha. O Brasil criou chances, mas o goleiro Nyland se destacou com defesas importantes. Neymar entrou aos 22 minutos no lugar de Rayan, buscando mais criatividade no ataque, enquanto Danilo substituiu Martinelli.
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Aos 34 minutos, Andreas Schjelderup cruzou para Haaland, que venceu a marcação e abriu o placar de cabeça. O gol mudou o panorama do jogo, e nos acréscimos, aos 44, Haaland ampliou após um contra-ataque, finalizando com precisão no canto esquerdo do goleiro Alisson.
No último lance da partida, o Brasil teve um pênalti a seu favor após falta do zagueiro Leo Ostigard em Casemiro. Neymar converteu e marcou o gol de honra, mas não foi suficiente para evitar a eliminação.
Próximos confrontos e desdobramentos
Com a vitória, a Noruega avança para as quartas de final, onde enfrentará o vencedor do duelo entre México e Inglaterra, que será disputado ainda neste domingo, às 21h, no Estádio Azteca, na Cidade do México. A partida decisiva está marcada para o próximo sábado, dia 11, às 18h, em Miami, Estados Unidos.
O Brasil encerra sua participação no Mundial de 2024 com uma campanha que deixa a desejar e a expectativa agora se volta para a reconstrução da equipe visando as próximas competições e o sonho do hexa em 2030.
