Alemanha reage e Undav se destaca na virada contra Costa do Marfim
Os marfinenses abriram o placar pouco depois da metade do primeiro tempo e dominaram as ações até as substituições feitas por Nagelsmann no início da segunda etapa. Antes de sofrer o empate, a Costa do Marfim teve chances claras para ampliar o marcador. Com a entrada de Undav, a equipe alemã ganhou mais presença na área e mostrou maior faro de gol, convertendo a produtividade ofensiva que vinha apresentando ao longo do jogo.
Alterações táticas marfinenses e domínio inicial alemão
O treinador Emerse Faé mudou o esquema de Senegal, passando do 4-4-2 para o 4-3-3. Sangaré e Oulai entraram no meio-campo, enquanto Seko Fofana foi para o banco. Diallo e Bonny acompanharam Diomandé no ataque. Pépé, Elye Wahi e Touré foram para a reserva. Outra mudança foi na defesa: Singo saiu da zaga para a lateral-direita, Koussounou assumiu o miolo de zaga, e Guela Doué foi afastado da equipe titular.
A Alemanha não deu espaço para a Costa do Marfim nos primeiros minutos em Toronto. Logo no início, Havertz finalizou em menos de dez segundos de jogo. Apesar de não conseguir roubar bolas nas pressões, o time europeu impôs seu ritmo com a posse de bola, aproveitando a atuação abaixo do esperado do jovem Yan Diomandé.
Desempenho irregular de Diomandé e superioridade alemã no meio-campo
O jovem ponta marfinense teve dificuldades para pressionar Kimmich na saída de bola e não conseguiu impactar tanto ofensivamente, inclusive errando em questões técnicas. Kimmich, alinhado com Tah e Schlotterbeck, avançava com Brown como meia, criando superioridade numérica contra o meio-campo africano.
Brown se unia a Musiala, Pavlovic e Nmecha na criação das jogadas. Diallo tentava acompanhar os avanços, mas a defesa alemã era ágil e precisa nos passes, colocando os atacantes em boas condições. Sané e Wirtz atuaram mais abertos, criando oportunidades que levaram perigo até a parada técnica.
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Contra-ataques e gol da Costa do Marfim
Senegal tentava atacar pelas laterais, girando a bola rapidamente, mas pouco produzia ofensivamente. Em contragolpes, a Costa do Marfim incomodava mais, como na jogada que quase resultou em gol de Singo. Após a parada para hidratação, Yan Diomandé trocou as chuteiras e logo no retorno foi decisivo, driblando Kimmich e cruzando rasteiro para Kessié, que marcou no rebote após defesa parcial de Brown.
O gol fez com que a defesa marfinense recuasse, dificultando as ações ofensivas alemãs, que insistiam em ataques pelo meio e perderam produtividade. A Costa do Marfim chegou a ameaçar o segundo gol em contra-ataque finalizado por Bonny.
Reação alemã e mudanças no segundo tempo
Os tetracampeões mundiais só voltaram a criar chances reais após os 40 minutos do primeiro tempo. Com Wirtz mais centralizado, o time construiu boas oportunidades, mas faltou precisão nas finalizações. Schlotterbeck, com um problema no tornozelo, foi substituído por Rudiger no intervalo.
No início da segunda etapa, a Alemanha manteve a posse e criou boas jogadas, mas esbarrou na sólida marcação marfinense. O time africano subiu o bloco, forçando erros alemães e ampliando seu repertório ofensivo, especialmente com Diallo, Kessié e Oulai, que tiveram chances de ampliar antes dos dez minutos, mas sem sucesso nas finalizações.
Entradas de Undav e mudanças que mudaram o jogo
Percebendo o pior momento da equipe, Nagelsmann fez três substituições antes dos 15 minutos: Undav, Leweling e Amiri entraram no lugar de Musiala, Sané e Pavlovic. Havertz ganhou liberdade para circular, enquanto Undav atuou fixo entre os zagueiros, trazendo mais presença física e ofensiva para duelar com os zagueiros marfinenses.
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Undav foi peça fundamental na jogada do empate. Recebeu no pivô, abriu para Amiri na meia-direita, que cruzou para o centroavante finalizar e igualar o placar, quebrando a resistência da defesa africana.
Substituições marfinenses e final de jogo
Após a parada para hidratação, Faé substituiu Sangaré, Diallo e Bonny por Adingra, Seko Fofana e Guessand. Singo saiu lesionado, dando lugar a Guela Doué. Diomandé passou para a ponta-direita, mas apresentou desempenho irregular durante os 89 minutos em campo, sendo substituído por Pépé nos minutos finais.
Na reta final, Nagelsmann buscou reorganizar o esquema, tirando Havertz para a entrada de Goretzka, com Amiri mais avançado no meio. Apesar disso, a Costa do Marfim ainda desperdiçou contra-ataques promissores, como uma jogada em que Adingra tentou dominar dentro da área em vez de finalizar imediatamente, sendo desarmado.
Próximos desafios e contexto competitivo
O empate marcou um jogo disputado, com mudanças táticas e destaques individuais que influenciaram o resultado. A Alemanha mostrou resiliência e ajustou seu desempenho com as substituições, enquanto a Costa do Marfim manteve o ritmo competitivo até os minutos finais. Os próximos confrontos devem mostrar se as equipes conseguirão manter a intensidade e a estratégia adotadas neste duelo em Toronto.
