Fórum debate saúde mental e RAPS em Parintins

Com o auditório Dom Arcângelo Cérqua lotado, a Prefeitura de Parintins, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, CAPS II e Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), deu início ao I Fórum da Luta Antimanicomial e Saúde Mental. O encontro, marcado para terça-feira (19), das 8h às 12h e das 14h às 17h, mobiliza profissionais da saúde, usuários, estudantes e comunidade em geral em torno do tema “Liberdade, respeito e cuidado em saúde mental”.

Objetivos e contexto histórico

O fórum chega em um momento de crescente demanda pelo SUS em todo o país, refletindo a urgência de ampliar espaços de debate e de construção de políticas públicas mais humanizadas. Renata Albuquerque percorreu a rotina dos postos de saúde e constatou que, assim como no caso de Manaus em 2020, a falta de articulação na RAPS pode gerar longas filas de espera e pouca autonomia para o usuário. “Queremos sair daqui com propostas práticas”, afirmou um especialista, que preferiu não ser identificado.

Programação e palestras

Durante o dia, a agenda inclui palestras sobre direitos humanos, rodas de conversa sobre cuidados integrados e narrativas de usuários. No período da manhã, o psiquiatra local detalhará protocolos de acolhimento e a psicóloga do CAPS II apresentará boas práticas de inclusão social. À tarde, haverá troca de experiências entre técnicos, gestores e membros da comunidade terapêutica.

Depoimentos de quem vive a RAPS

Um usuário do CAPS II, que preferiu não se identificar, relatou como a rede contribuiu para sua autonomia: “No final do ano passado, participei de uma oficina de artes promovida pela RAPS. Foi ali que senti meu primeiro passo rumo ao reinício”. Essas vozes reforçam a importância de políticas que fortaleçam o protagonismo do paciente na própria jornada de cuidado.

Impacto na rede pública

A diretora do CAPS II, Doricy Ribeiro, destacou o papel central do fórum para impulsionar mudanças estruturais. “Venha participar conosco, refletir sobre saúde mental, direitos, acolhimento e cuidados. É um evento grandioso e precisamos da participação de todos. Quero também agradecer ao prefeito Mateus Assayag, à vice-prefeita Vanessa Gonçalves e ao secretário de Saúde, Clerton Florêncio”, ressaltou.

Fortalecimento da RAPS

O encontro reforça a missão da RAPS de garantir atendimento contínuo e integrado. Entre as propostas em discussão estão a ampliação de profissionais nos centros de atenção psicossocial, a criação de leitos de observação e o fortalecimento de serviços territoriais. Segundo um gestor municipal, a ideia é que Parintins se torne referência regional em saúde mental.

Próximos passos e orientações

Ao fim do fórum, será produzido um relatório com recomendações para o gestor público e sugestões da comunidade. As melhorias apontadas devem alcançar toda a rede do SUS em Parintins nos próximos seis meses. Para o público interessado, a inscrição é gratuita e aberta até o início do evento. Renata Albuquerque alerta: “Mais do que falar, precisamos agir. A luta antimanicomial só avança com participação ativa de todos”.

Como participar?

Interessados devem comparecer ao auditório Dom Arcângelo Cérqua, na área central de Parintins, portando documento com foto. Haverá certificado de participação e material didático. A Prefeitura recomenda chegar com 30 minutos de antecedência para credenciamento.

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Vê na rotina dos postos de saúde, hospitais e filas de espera em Manaus um termômetro direto de como decisões sobre cuidado e prevenção chegam, ou não, à vida de quem depende do SUS. Nas reportagens, percorre dados, ouve especialistas e pacientes e simplifica o que está em jogo para que o leitor consiga decidir melhor sobre sua própria saúde.

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