Investimento recorde no Terminal Manaus Moderna

O Terminal Manaus Moderna, no Amazonas, está prestes a passar por uma transformação significativa com um aporte de R$ 875,9 milhões, anunciados pelo ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os recursos, provenientes do Novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), serão destinados à ampliação e modernização do terminal, com conclusão prevista para 2029. Essa iniciativa faz parte de um pacote mais amplo de investimentos em infraestrutura naval e logística hidroviária, que também inclui R$ 2,8 bilhões da Petrobras e da Transpetro para construção de barcaças e perfuração de poços.

Estrutura e impacto regional do projeto

O projeto do Terminal Manaus Moderna, apresentado no Estaleiro Juruá, em Manaus, inclui a construção de cais flutuantes, pontes móveis, terminais para passageiros e cargas, além de áreas operacionais, estacionamentos e estações de tratamento de esgoto. Também serão instaladas subestações de energia e implementadas estruturas que garantam acessibilidade e segurança. A obra beneficiará diretamente 61 municípios ribeirinhos, a capital amazonense e cerca de 4,5 milhões de habitantes da região amazônica.

Além da infraestrutura física, o projeto prevê melhorias no entorno da Feira da Banana, um dos principais centros comerciais populares de Manaus. Segundo o ministro Tomé Franca, o terminal representa um avanço estratégico para a logística da região, ampliando a capacidade de atendimento a cerca de 3,5 milhões de passageiros anuais e fortalecendo o transporte de cargas essenciais, como alimentos e medicamentos.

Investimentos da Petrobras e Fundo da Marinha Mercante

O presidente Lula também destacou investimentos do Sistema Petrobras no estado, com R$ 2,8 bilhões destinados à construção de 18 barcaças no Estaleiro Bertolini para transporte de combustíveis, além de R$ 2,5 bilhões previstos para a retomada da perfuração de poços na produção de Urucu. Essas ações reforçam o compromisso com a navegação interior e a logística hidroviária, setores fundamentais para a integração da região Norte.

Além disso, Lula ressaltou o crescimento dos aportes realizados pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). Nos sete anos anteriores ao atual governo, foram aplicados cerca de R$ 22 bilhões em infraestrutura naval e logística, enquanto nos últimos quatro anos esse valor saltou para R$ 88 bilhões. “Quatro vezes mais significa mais empregos, mais embarcações e mais desenvolvimento para o país”, afirmou o presidente, destacando o impacto direto na economia e nas oportunidades para a população.

Importância da logística para a Amazônia

O ministro Tomé Franca reforçou a prioridade dada à região Norte, destacando que o fortalecimento da infraestrutura hidroviária é crucial para ampliar oportunidades de emprego, melhorar o transporte de cargas e passageiros e impulsionar o desenvolvimento econômico local. “Estamos vivendo um dos maiores ciclos de investimento em infraestrutura do país, com forte atuação do Fundo da Marinha Mercante. Isso significa mais integração para as comunidades que dependem dos rios como principal meio de acesso”, explicou.

Avanços na transmissão de energia elétrica

Paralelamente, o Ministério de Minas e Energia (MME) participou do IV Seminário Internacional de Transmissão de Energia Elétrica (SINTRE), em Brasília, para debater desafios técnicos, regulatórios e estratégicos do setor no Brasil. Lorena Perim, secretária substituta de Transição Energética e Planejamento do MME, destacou que a expansão da transmissão é fundamental para acompanhar o crescimento do setor elétrico e a demanda por novas tecnologias, como data centers e hubs industriais.

Ela ressaltou que, na última década, tanto a extensão das linhas de transmissão quanto a capacidade do sistema dobraram, evidenciando a necessidade de modernização constante. O MME e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) conduzem simultaneamente dezenas de estudos complexos para orientar as contratações do setor, garantindo planejamento eficaz e investimentos estratégicos.

Planejamento coordenado e segurança jurídica

Durante o seminário, Guilherme Zanetti, diretor do Departamento de Planejamento e Outorgas de Transmissão e Distribuição de Energia Elétrica do MME, destacou que o modelo brasileiro de expansão da transmissão está alinhado com o fortalecimento das fontes renováveis e o sistema de leilões, tornando o país atrativo para investimentos. Ele também ressaltou a implementação da Política Nacional de Acesso ao Sistema de Transmissão (PNAST), cumprindo o cronograma previsto e envolvendo o Operador Nacional do Sistema (ONS).

O debate reforçou a importância da qualidade das informações prestadas pelas transmissoras e a necessidade de reservar espaço físico em subestações para futuras expansões, garantindo a continuidade e segurança do sistema elétrico nacional.

Esses movimentos refletem o esforço do governo federal para fortalecer a infraestrutura estratégica da Amazônia e do Brasil, traduzindo investimentos em melhorias concretas para a economia, emprego e qualidade de vida da população.

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Entender como o dinheiro circula entre o comércio da esquina, as indústrias do Distrito Industrial e o bolso de quem vive em Manaus guia a rotina de apuração de Patrícia Monteiro. Ela percorre bairros, conversa com quem empreende e cruza dados para mostrar, em linguagem direta, o que cada decisão econômica muda no preço, na renda e nas chances de negócio do leitor.

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