Brasil mantém viva a esperança do hexa com vitória apertada sobre o Japão

Na última segunda-feira (29), a seleção brasileira deu mais um passo rumo ao sonho do hexacampeonato na Copa do Mundo de 2026. Jogando em Houston, nos Estados Unidos, o Brasil derrotou o Japão por 2 a 1, em confronto válido pelos 16 avos de final. O resultado garantiu a equipe comandada por Carlo Ancelotti nas oitavas, mantendo a expectativa da torcida em alta.

O primeiro tempo foi marcado por nervosismo e erros de passe da seleção brasileira, que acabou sofrendo o gol adversário após uma falha na saída de bola. A equipe japonesa, conhecida como Samurais Azuis, controlou boa parte da etapa inicial, dificultando a construção ofensiva do Brasil. No entanto, a equipe verde e amarela retomou o controle no segundo tempo, pressionando até conseguir o empate e, nos acréscimos, o gol decisivo de Gabriel Martinelli, que entrou no decorrer da partida para garantir a classificação.

Duelo entre mestre e discípulo traduz respeito histórico do Japão pelo futebol brasileiro

O confronto foi mais do que um embate esportivo, carregando uma simbologia importante. O Japão enxerga o Brasil como uma grande inspiração no futebol. Ídolos como Zico e Ruy Ramos, este último naturalizado japonês após carreira no país asiático, são referências que ajudaram a moldar a trajetória do futebol nipônico.

Essa influência também aparece na cultura pop, como no anime “Super Campeões”, popular no Brasil nos anos 1990, cuja história acompanha Oliver Tsubasa, personagem inspirado em Musashi Mizushima, ex-jogador que passou pelo São Paulo. Curiosamente, o último episódio do desenho retrata a final da Copa de 2002 entre Brasil e Japão, deixando o desfecho em aberto. Para os fãs, o jogo desta segunda-feira foi uma espécie de continuação, com vitória brasileira desta vez.

Primeiro tempo de domínio japonês e desafios para o Brasil

O Brasil iniciou a partida com a mesma formação que aplicou 3 a 0 sobre a Escócia dias antes. Nos primeiros minutos, a seleção brasileira ditou o ritmo, com chances claras como a de Matheus Cunha aos 12 minutos, que parou em defesa do goleiro Zion Suzuki. No entanto, a pressão não se traduziu em gol, e o Japão equilibrou as ações.

Aos 28 minutos, aproveitando um erro do lateral Danilo, o volante Kaishu Sano avançou e marcou o gol que colocou os Samurais Azuis em vantagem. A seleção brasileira encontrou dificuldades para furar a defesa adversária no restante do primeiro tempo, especialmente com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados pelas pontas. A ansiedade fez o time errar passes e se ver dominado pelo toque de bola japonês.

Virada no segundo tempo com paciência e eficiência nos acréscimos

Na volta do intervalo, o técnico Carlo Ancelotti promoveu a entrada de Endrick no lugar de Lucas Paquetá, que saiu com dores na coxa esquerda. Com o Japão recuado, o Brasil passou a investir no jogo aéreo e na pressão constante. Logo aos seis minutos, Bruno Guimarães quase marcou de cabeça, e aos oito, Casemiro teve a chance de empatar, mas o zagueiro japonês salvou em cima da linha.

O empate veio aos nove minutos, com Casemiro aproveitando cruzamento de Gabriel Magalhães para cabecear para as redes. O gol renovou a confiança do Brasil, que pressionou ainda mais. Vinícius Júnior, aos 12 minutos, fez jogada individual e acertou a trave, mostrando a intensidade do ataque brasileiro.

Com o passar do tempo, o ritmo caiu, e o Brasil passou a tocar a bola com paciência, buscando a melhor oportunidade para o gol da vitória. O Japão se manteve atento ao contra-ataque, mas foi Gabriel Martinelli quem brilhou. Aos 49 minutos, após passe de Bruno Guimarães, o atacante bateu cruzado, a bola ainda tocou na trave antes de entrar, incendiando a torcida de mais de 68 mil pessoas em Houston.

Próximos passos: Brasil espera adversário nas oitavas

Com a classificação garantida, o Brasil aguarda o vencedor do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam nesta terça-feira (30) em Dallas. O duelo das oitavas está marcado para domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos. A equipe brasileira, portanto, segue focada em manter o desempenho e buscar a conquista do hexa, com jogos decisivos pela frente.

Compartilhar.

Vive o esporte como quem lota arquibancada na Colina ou na Arena da Amazônia, ouve jogadores, torcedores e dirigentes e não foge de rodar a cidade atrás de boa história de vestiário. Nas reportagens, explica jogos, bastidores e decisões que mexem com o torcedor de Manaus e da região, sem perder de vista o que acontece fora de campo.

Exit mobile version