Robótica na educação pública de Manaus ganha reconhecimento nacional
Uma equipe composta por cinco estudantes e uma professora do Centro Integrado Municipal de Educação (Cime) Senador Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Filho, da Prefeitura de Manaus, brilhou no festival nacional “First Lego League (FLL) 2026”, na categoria Explorer. O evento ocorreu no sábado, 17/10, no Rio de Janeiro (RJ), onde o grupo conquistou o prêmio “Inovação”.
Essa conquista veio após o time garantir, pelo segundo ano seguido, o título de campeão regional em junho, assegurando a participação na etapa nacional. A competição reuniu escolas particulares e instituições renomadas em robótica educacional, evidenciando o potencial dos estudantes da rede pública municipal em ciência, tecnologia e inovação.
Investimento em tecnologia educacional amplia oportunidades
Austônio Queiroz dos Santos, gerente de Tecnologia Educacional da Secretaria Municipal de Educação (Semed), destaca que a participação da equipe reforça a importância de investir na formação de alunos e professores. Segundo ele, a experiência com robótica educacional estimula habilidades como criatividade, raciocínio lógico, colaboração e inovação.
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“Iniciativas como essa ampliam os horizontes, valorizam o trabalho dos educadores e reafirmam nosso compromisso com uma educação pública de qualidade, conectada à ciência e à tecnologia”, afirma Austônio.
Curumim Tech e o incentivo à cultura maker e programação
O Curumim Tech é um dos clubes de robótica integrados ao Procurumim, projeto formativo da Divisão de Desenvolvimento Profissional do Magistério (DDPM) da Semed. Essa iniciativa amplia o acesso dos estudantes a práticas de programação, robótica, cultura maker e pensamento computacional, fomentando a criatividade, colaboração e resolução de problemas por meio da tecnologia.
Projeto “Arquoguardião” aproxima tecnologia da história local
Na escola, a professora Juliana Viana coordena o projeto “Arquoguardião”, que combina tecnologia e conhecimento histórico para aproximar as crianças da arqueologia e estimular o interesse pela preservação da memória e cultura. A atividade também incentiva a curiosidade científica, o trabalho em equipe e o uso da tecnologia para buscar soluções.
“As crianças aprendem que proteger o passado significa valorizar nossa história, desenvolver a curiosidade científica e utilizar a tecnologia para resolver problemas. Isso contribui para formar cidadãos comprometidos com a preservação da memória e cultura local”, explica Juliana.
Superação e aprendizado além da robótica
Para os estudantes, a experiência representa a realização de um sonho. Danielly Bianca Souza, aluna do 5º ano, relata que o processo exigiu pesquisa, dedicação e superação das dificuldades. Ela ressalta que a robótica vai além da construção e programação, promovendo o desenvolvimento de habilidades essenciais para a vida.
“No início, enfrentamos muitos desafios, mas com estudo, pesquisa e apoio do monitor Malaquias e da professora Juliana, evoluímos. Aprender sobre arqueologia e robótica foi desafiador e gratificante. Também entendemos a importância do trabalho em equipe, respeito e divisão de tarefas, além de nunca desistir dos nossos sonhos”, conta Danielly.

