Histórico e situação atual do Douglas DC-8 em Manaus
Um avião que está abandonado em Manaus há aproximadamente 20 anos está prestes a embarcar em uma longa jornada, não pelos ares, mas desmontado e transportado para o outro lado do mundo. A aeronave, um Douglas DC-8-52, encontra-se no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital do Amazonas, exposta às condições climáticas da região amazônica, o que causou deterioração significativa ao longo das décadas.
O DC-8 possui cerca de 46 metros de comprimento e 43 metros de envergadura, além de pesar aproximadamente 60 toneladas sem carga. Devido ao seu tamanho e ao estado atual da estrutura, não é possível removê-lo inteiro do local.
Viagem planejada e detalhes da desmontagem
Após quase uma década de negociações que envolveram questões legais e logísticas, a retirada da aeronave será finalmente realizada. A desmontagem está agendada para começar em 1º de setembro, com o apoio da Vinci Airports, empresa que administra o Aeroporto Eduardo Gomes.
Para o transporte, o avião será dividido em partes: a fuselagem será separada dos estabilizadores, e as asas serão cortadas em segmentos menores para serem acomodadas em contêineres. Os componentes serão então enviados pela Freightplus rumo ao Porto de Timaru, na Nova Zelândia, com previsão de chegada para o fim de 2026.
Preservação da memória aeronáutica neozelandesa
O projeto Bring Our Birds Home, liderado por Bob Brennan, é o responsável pela operação. O objetivo principal não é colocar o DC-8 de volta em serviço, mas garantir a preservação de um exemplar importante para a história da aviação da Nova Zelândia.
O avião foi entregue originalmente à Air New Zealand em 1965 e passou por vários operadores antes de chegar ao Brasil, onde recebeu a matrícula PP-TPC. A longa exposição ao clima quente e úmido de Manaus causou corrosão e deterioração, aumentando os desafios para o transporte.
Com a remoção do DC-8 de Manaus, o projeto busca impedir que essa peça valiosa da história aeronáutica seja destruída pela ação do tempo, mantendo viva a memória da aviação para as futuras gerações.

