O adeus a Lito Sousa
O influenciador Lito Sousa faleceu nesta quinta-feira (1), aos 59 anos, após meses de luta contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), uma condição neurodegenerativa rara e grave. A confirmação da morte veio por meio de uma publicação da esposa, Mila Seidl, nas redes sociais, onde ela se despediu com emoção, compartilhando um vídeo que retratava momentos marcantes da vida do casal.
Doença e tratamento
Lito vinha sendo submetido a tratamentos experimentais para tentar controlar a evolução da doença, acompanhados por uma legião de fãs conquistados graças ao seu conhecimento e carisma no universo da aviação. Internado em cuidados paliativos, ele recebeu assistência voltada para o controle dos sintomas e manutenção da qualidade de vida, já que não havia um tratamento efetivo para a DCJ. Nos últimos meses, enfrentou internações em diferentes hospitais, incluindo o Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, onde foi diagnosticado com inflamação no sistema nervoso central (SNC), apresentando perda motora e dormência no braço esquerdo.
A confirmação do diagnóstico
Em 21 de agosto, sua esposa Mila revelou publicamente que Lito sofria da doença de Creutzfeldt-Jakob. Com a progressão acelerada do quadro, os médicos orientaram que ele aproveitasse uma “janela” de lucidez para se comunicar e planejar momentos com a família. Apesar da perda de movimentos, Lito permanecia lúcido, o que permitiu que ele falasse abertamente com o filho do casal, de sete anos, sobre a gravidade da situação e gravasse um vídeo para compartilhar sua experiência.
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Fonte: londrinagora.com.br
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Movimentação para tratamento experimental
A condição de Lito mobilizou não apenas a família, mas também o Ministério da Saúde, que solicitou formalmente sua inclusão em estudos clínicos experimentais nos Estados Unidos. O ministro Alexandre Padilha declarou em rede social que a pasta apoiava a busca por centros de pesquisa e havia encaminhado pedido para que Lito participasse da fase inicial de testes do único estudo clínico ativo identificado até o momento, desenvolvido pela Universidade de Harvard.
O estudo PRiSM, conduzido pela Universidade de Harvard, Instituto Broad e Universidade de Massachusetts, avalia o uso de um pequeno RNA de interferência, chamado siRNA, para combater a doença. Embora os testes estejam em fase inicial e não estejam aceitando novos participantes, a equipe de Lito buscava uma alternativa para incluir o piloto no tratamento experimental, mesmo que isso significasse participar do grupo controle, que não recebe a medicação, mas apenas acompanhamento e exames.
O esforço da família e o apoio da ciência
Mila Seidl destacou a dificuldade de aceitar que o tratamento não estivesse disponível para Lito, afirmando que, mesmo com chances mínimas, buscaria todas as possibilidades para garantir ao marido uma chance de sobrevivência. Ela ressaltou a rapidez do avanço da doença, com perda de visão e movimentos em questão de dias, o que tornava a corrida contra o tempo ainda mais urgente.
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Fonte: odiariodorio.com.br
A coragem de Lito diante do diagnóstico
Em vídeo publicado após o diagnóstico, Lito falou com sinceridade sobre o avanço da doença e a busca por tratamentos experimentais. Ao lado da esposa, explicou que registrou sua fala enquanto ainda mantinha a cognição preservada, sem saber quanto tempo teria nessa condição. Disse não ter medo da morte e refletiu sobre a felicidade vivida ao longo da vida, valorizando o apoio mútuo com Mila.
Legado e conexão com o público
Lito Sousa conquistou reconhecimento nas redes sociais ao produzir conteúdo didático e acessível sobre aviação civil, ajudando seguidores a superar o medo de voar e esclarecendo dúvidas sobre acidentes e procedimentos aéreos. Junto com a esposa, fundou a Lito Academy, um centro de instrução em aviação civil que se tornou referência. Seu trabalho alcançou não apenas entusiastas da aviação, mas também pessoas que buscavam informação confiável e apoio emocional.
Impacto e memória
O falecimento de Lito Sousa representa uma perda para a comunidade de aviação e para seus seguidores, que acompanharam de perto sua batalha contra a doença. A história dele evidencia os desafios enfrentados por pacientes com doenças neurodegenerativas raras e reforça a importância da pesquisa científica e do acesso a tratamentos experimentais para melhorar a qualidade de vida e ampliar as possibilidades de cuidado.

