Omar Aziz destaca retrocesso na arrecadação e serviços públicos do Amazonas
Manaus (AM) – O senador e candidato ao Governo do Amazonas, Omar Aziz, criticou duramente a administração do ex-governador Wilson Lima, colocando em xeque o aumento expressivo da arrecadação estadual durante a gestão posterior à sua. Em entrevista concedida ao D24AM, nesta quarta-feira (21), Omar afirmou que o Amazonas enfrentou um retrocesso nos últimos anos, sobretudo na área da saúde, e questionou a falta de novas unidades hospitalares construídas no estado.
Omar defendeu sua experiência administrativa como diferencial na disputa eleitoral e apresentou números para sustentar suas críticas. Segundo ele, sua gestão arrecadou R$ 49 bilhões em quatro anos, enquanto os governos seguintes teriam arrecadado R$ 253 bilhões. Apesar disso, ressaltou que, com recursos menores, foram feitas obras estruturantes, investimentos em educação e saúde, além de programas habitacionais e sociais.
Infraestrutura de saúde e críticas à gestão atual
Entre as realizações citadas por Omar estão a construção de escolas de tempo integral, a conclusão da ponte sobre o rio Negro, estádios, a Arena da Amazônia, a entrega de 30 mil casas e a construção e recuperação de 20 hospitais. Ele também destacou o pagamento regular dos benefícios e a manutenção da data-base dos servidores públicos estaduais.
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O ponto mais contundente da crítica do senador foi a área da saúde, em que questionou a ausência de novas unidades hospitalares durante os oito anos que atribui à gestão de Wilson Lima. “Como é que em oito anos não se construiu uma unidade hospitalar no estado do Amazonas?”, indagou. Para ele, esse cenário representa um retrocesso administrativo que precisa ser enfrentado com sua experiência para buscar soluções efetivas.
Política e articulação para captar recursos internacionais
Omar rejeitou a divisão entre velha e nova política, afirmando que o foco deve estar na qualidade da gestão e nos resultados concretos entregues à população. Ele também avaliou que os resultados negativos do governo estadual não podem ser explicados apenas pela relação com os presidentes Jair Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva, ressaltando a complexidade dos desafios administrativos.
Além disso, o senador cobrou maior participação financeira de países estrangeiros na preservação da Amazônia. Destacou que governos internacionais que exigem do Brasil ações ambientais também precisam investir recursos na região. “A Amazônia brasileira é a serviço da humanidade. Não adianta o presidente francês, o primeiro-ministro britânico, falar da gente se eles não botam um real aqui”, afirmou.
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Fonte: novaimperatriz.com.br
Omar citou o Fundo Amazônia como um mecanismo importante para financiar ações de prevenção e combate ao desmatamento, além de políticas para povos indígenas, proteção das fronteiras e o enfrentamento do tráfico de drogas. Para ele, o Amazonas deve ampliar sua capacidade de transformar esses recursos em políticas públicas que beneficiem as comunidades locais e contribuam para a preservação ambiental.
Experiência e articulação para o Amazonas
O candidato destacou ainda sua experiência e rede de contatos em Brasília como instrumentos para viabilizar investimentos e projetos para o estado. Segundo ele, a interlocução com ministros e integrantes do governo federal é mais consolidada hoje do que no início de sua trajetória no Executivo estadual, o que pode facilitar a captação de recursos e a implementação de políticas públicas.
As declarações de Omar fazem parte de sua estratégia eleitoral, ao relacionar sua experiência à crítica da gestão anterior e à proposta de novos investimentos para o Amazonas. Os números apresentados requerem análise aprofundada para comparar os dados fiscais e o histórico das obras realizadas, a fim de avaliar com precisão as diferenças entre as administrações e os impactos para a população de Manaus (AM) e do estado.

