Decisão do PSTU no segundo turno estadual
Manaus (AM) – O PSTU oficializou o voto nulo para o segundo turno da eleição ao Governo do Amazonas. A legenda, por meio de suas redes sociais, rejeitou as candidaturas de Omar Aziz (PSD) e Maria do Carmo (PL), destacando a necessidade de organização dos trabalhadores frente ao cenário político estadual.
Críticas às candidaturas e posicionamento político
O partido justificou que a escolha pelo voto nulo está alinhada ao seu programa político e criticou os projetos apresentados pelos dois concorrentes. No caso de Omar Aziz, o PSTU lembrou que ele já governou o Amazonas e fez parte de administrações anteriores, questionando sua aproximação com a chamada Frente Ampla e sua autodeclaração como progressista.
Segundo a avaliação do partido, um eventual governo do candidato do PSD manteria o modelo econômico vigente no estado, marcado por baixos salários, precarização do trabalho e investimentos limitados nas áreas sociais.
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Já a candidatura de Maria do Carmo foi criticada por estar associada ao crescimento do bolsonarismo. O PSTU classificou sua proposta como ultraliberal, afirmando que representaria a transformação de direitos e serviços públicos em mercadorias, além de ameaçar políticas e instituições sociais e ambientais.
Voto nulo como estratégia e convocação à ação
O PSTU esclareceu que o voto nulo não representa neutralidade ou indiferença diante da disputa eleitoral, mas sim uma forma de rejeitar as alternativas apresentadas pela burguesia e reafirmar a independência política da classe trabalhadora.
O partido conclamou os trabalhadores a se organizarem independentemente do resultado das eleições, ressaltando a importância da mobilização em locais de trabalho, bairros e comunidades para enfrentar o próximo governo estadual.
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“Seja Omar Aziz ou Maria do Carmo quem sair vitorioso das urnas, estaremos diante de mais um governo comprometido com os interesses dos ricos e poderosos. Nossa tarefa será organizar a resistência, mobilizar a classe trabalhadora e construir, nos locais de trabalho, nos bairros e nas comunidades, a força necessária para enfrentar qualquer um desses governos.”
O PSTU encerrou seu posicionamento reforçando a defesa do voto nulo e da mobilização contínua dos trabalhadores: “Nenhuma confiança. Nenhum voto. Voto nulo e organização para lutar!”

