Projeto Afroteca conquista prêmio nacional de tecnologia social

A Afroteca, iniciativa da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) em parceria com o Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), foi premiada no 13º Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social. Esta premiação é uma das mais relevantes no país, reconhecendo projetos que oferecem soluções inovadoras para desafios sociais.

A cerimônia de entrega do prêmio aconteceu em 29 de maio, em Brasília, durante o Festival de Soluções Sociais no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). O projeto se destacou na categoria em que concorreu após receber mais de 2 mil votos na fase de votação popular, reforçando o apoio da comunidade à iniciativa.

Parceria e equipe responsável pela Afroteca

A Afroteca é parte do Grupo de Pesquisa em Literatura, História e Cultura Africana, Afro-Brasileira, Afro-Amazônica e Quilombola (Afroliq) da Ufopa, e conta com o apoio do Núcleo de Promoção da Igualdade Étnico-Racial (Nierac), ligado ao Ministério Público do Estado do Pará. A equipe presente na cerimônia foi composta pela promotora de Justiça Lílian Braga, coordenadora do Nierac; o professor Luiz Fernando de França, coordenador do projeto; além de membros como Railana Neres, Beatriz Oliveira, Larissa de Sousa, Janice Diniz e Dayana Paixão.

Impacto e potencial de replicação da tecnologia social

Para a promotora Lílian Braga, o reconhecimento nacional mostra a força das comunidades e instituições na criação de soluções transformadoras para os problemas sociais do Brasil. Ela ressaltou que há um compromisso real em buscar melhorias em áreas como saúde, educação e geração de renda, essenciais para o desenvolvimento do país.

Além disso, a vitória reforça o potencial de expansão da Afroteca para outras regiões e instituições. A promotora destacou que o Ministério Público está à frente ao incorporar a tecnologia antirracista em suas dependências, apontando o caminho para outras instituições que desejam adotar soluções eficazes para demandas sociais.

A presença da Afroteca no Baixo Amazonas e futuro da iniciativa

Atualmente, o Baixo Amazonas possui dez Afrotecas em funcionamento. A primeira, chamada Afroteca Willivane Melo, foi instalada no Ministério Público do Pará, no Theatro Vitória, em Santarém. Com o prêmio, a Afroteca passou a integrar a rede Transforma!, plataforma digital da Fundação Banco do Brasil que reúne mais de 900 tecnologias sociais reconhecidas nacionalmente por suas soluções eficazes para desafios sociais e ambientais em diferentes regiões do país.

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Curiosa por bastidores de julgamentos e decisões que mexem com a vida de quem vive em Manaus e no interior do Amazonas, Clarissa Rocha passa boa parte dos dias ouvindo versões, lendo processos e cruzando o que está no papel com o que acontece nas ruas. Em suas matérias, organiza o vai e vem dos tribunais em linguagem direta, explica termos complicados e mostra o que cada mudança na lei significa na prática para o leitor.

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