São Paulo como palco de diversidade durante a Copa do Mundo
São Paulo, uma das maiores metrópoles do mundo, destaca-se pela diversidade cultural que toma suas ruas, onde povos de diferentes origens se misturam em meio a idiomas e costumes variados. Essa pluralidade fica ainda mais evidente durante a Copa do Mundo, quando o futebol mobiliza imigrantes que vivem na cidade, unindo-os em torno da paixão pelo esporte.
A reportagem percorreu bairros como Pinheiros, o centro expandido e o Brás, conversando com estrangeiros que adotaram São Paulo como lar. Entre eles, há desde profissionais que ocupam posições de destaque em empresas até aqueles que enfrentam dificuldades para buscar uma vida melhor longe de suas terras natais.
Histórias e expectativas dos imigrantes na Copa
Na capital paulista, que figura entre as dez cidades mais ricas do planeta, encontram-se pessoas de perfis diversos e motivações diferentes para escolher o Brasil. É o caso do marroquino Bilal Boublaou, de 19 anos, que chegou ao país em 2018 com a família, vinda da cidade de Sefrou, no norte do Marrocos. “Parte da família da minha mãe decidiu se mudar para o Brasil em 2010 e, em conversas pela internet, meus parentes elogiavam a vida aqui e falavam das oportunidades. Vimos que valia a pena tentar a vida no Brasil”, conta Bilal.
Assim como muitos árabes no país, ele trabalha com comércio popular, vendendo roupas na região do Brás, na Zona Leste de São Paulo. Apaixonado por futebol, Bilal afirma gostar do ritmo da cidade e torcer pelo sucesso das seleções marroquina e brasileira nesta Copa do Mundo. “São Paulo tem um ritmo próprio, funciona 24 horas por dia, e me adaptei bem. O futebol no Marrocos tem melhorado muito, e, como nasci lá, não esqueço minhas raízes. Também quero que o Brasil vá longe no Mundial, é o lugar que escolhi para viver e adoro o clima que se forma aqui durante os jogos.”
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Fonte: agazetadorio.com.br
Outro relato vem do Egito, onde o futebol brasileiro é bastante admirado. Sylvia, uma torcedora egípcia, compartilha uma experiência marcante: “Em 2011, durante a Primavera Árabe, visitei minha família e participei das eleições após muitos anos. Quis registrar o momento, mas os fiscais eleitorais não permitiram. Quando disse que morava no Brasil e queria mostrar a foto para o Ronaldinho Gaúcho, o policial da seção me perguntou quantas fotos eu queria tirar.”
Sylvia espera que o Egito vença a Austrália para chegar às oitavas de final, algo inédito para o país. “Arrisco dizer que será 2 a 1”, prevê. Ela também torce para que Mohamed Salah, o astro da equipe, se recupere de lesão e jogue na próxima sexta-feira (3), em Dallas, no Texas.
Educação internacional e multiculturalidade na Faria Lima
No coração financeiro da cidade, na Avenida Faria Lima, a Saint Nicholas School, localizada em Pinheiros, abriga uma comunidade diversa de professores e estudantes estrangeiros. Atualmente, 24 docentes de 14 nacionalidades diferentes, incluindo espanhola, ganesa e argentina, atuam na escola. A instituição prepara alunos brasileiros e estrangeiros para universidades internacionais, com mensalidades que podem alcançar R$ 12.000.
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Fonte: alagoasinforma.com.br
Sobre o jogo contra a Bósnia, a professora AI-Lien expressa surpresa com a força da seleção norte-americana nesta Copa. “É notável o quanto eles evoluíram em desempenho”, afirma.
Andrew Gordon Vandermeulen, canadense de 49 anos e diretor pedagógico da mesma escola, revela sua paixão pelo futebol, tanto para assistir quanto para jogar. “É uma alegria viver uma Copa morando aqui. Acredito que o Brasil tem boas chances de vencer desta vez. O torneio também é uma oportunidade para desenvolver multiculturalidade e respeito entre povos, algo muito importante para mim. Até aprendi a jogar ‘bafo’, uma tradição local que desconhecia.”
Andrew vive no Brasil há três anos, ainda aperfeiçoando o português. Ele celebra a classificação do Canadá entre as 16 melhores seleções do Mundial. Atualmente de férias, viajou a Montreal para acompanhar as oitavas de final contra o Marrocos ao lado da família. Essa experiência reforça como a Copa do Mundo mobiliza diferentes culturas na maior cidade do Brasil, aproximando pessoas e fortalecendo a convivência multicultural em São Paulo.

