Expansão da Novamed em Manaus fortalece tecnologia brasileira na saúde
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, visitou nesta quinta-feira (10) a fábrica da Novamed, unidade do Grupo EMS em Manaus, que acaba de ampliar sua planta fabril em 30%. A nova área também abriga o Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I), que promete aumentar a oferta de tratamentos inovadores para o mercado brasileiro. O destaque é a produção nacional de medicamentos análogos ao GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras, com princípios ativos como semaglutida e liraglutida, que já contam com nove registros na Anvisa.
Padilha ressaltou que a Novamed é pioneira no país ao desenvolver a primeira caneta emagrecedora 100% nacional, que já lidera o mercado para a semaglutida. “Quando a patente expirou, o Ministério da Saúde e a Anvisa convocaram empresas no Brasil e no exterior para apresentarem seus registros, e a primeira a obter autorização foi essa produzida aqui”, afirmou o ministro. Ele destacou o empenho da empresa e do governo em garantir que o Brasil assumisse a tecnologia para fabricar esse tipo de medicamento.
Produção nacional amplia acesso e potencializa tratamentos para doenças crônicas
O ministro explicou que a fabricação local vai além da redução de preços, que já estão três vezes menores que os praticados anteriormente. A principal vantagem é ampliar o acesso da população a esses tratamentos. Além disso, a tecnologia associada aos análogos do GLP-1 pode ser aplicada no futuro para outras condições, como câncer e outras doenças crônicas.
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“Essa plataforma tecnológica tem um peso enorme para o país”, afirmou Padilha, explicando que o investimento atual abre caminho para o desenvolvimento de medicamentos além do diabetes e obesidade, ampliando o arsenal terapêutico da saúde pública.
Estratégia do SUS para incorporar canetas emagrecedoras está em avaliação
Desde 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) avalia os impactos das canetas no tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade. A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) analisa a demanda pelo uso da semaglutida, enquanto o Ministério da Saúde atua para fomentar a oferta desses medicamentos no mercado.
Antes do vencimento da patente em setembro de 2025, foi realizada uma convocação para que empresas apresentassem projetos de registro priorizando a produção nacional. O objetivo é ampliar a concorrência, estimular a indústria brasileira, gerar empregos e garantir soberania tecnológica. A Anvisa também recebeu solicitação para priorizar a análise e o registro dessas propostas.
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Com essa estratégia, já houve a entrada de novos produtos no mercado, com preços até 70% mais baixos e 14 canetas registradas, o que pode facilitar a incorporação dessas opções pelo SUS e ampliar o acesso dos pacientes.

