Protesto na Assembleia Legislativa do Amazonas
Na manhã desta terça-feira (1º), vigilantes que atuam em unidades de saúde do Amazonas promoveram uma manifestação na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A mobilização, organizada pelo Movimento Todos pela Saúde e pelo Sindicato dos Vigilantes, reivindicou o pagamento de salários atrasados e a regularização dos benefícios dos trabalhadores. Segundo os representantes da categoria, alguns profissionais não recebem há quatro meses neste ano, além de estarem sem o 13º salário.
Falta de benefícios compromete a rotina dos vigilantes
Além dos salários atrasados, os vigilantes relataram a ausência de vale-transporte e alimentação, o que tem gerado dificuldades para chegar aos locais de trabalho e se manter durante o expediente. Fortunato Silva, vigilante participante do protesto, destacou que a falta de pagamento prejudica a sobrevivência básica dos profissionais, que acabam arcando com custos pessoais para continuar suas funções.
O presidente do Sindicato dos Vigilantes, Ribamar de Souza, explicou que a situação persiste há meses e que, mesmo diante da promessa de pagamento parcial, a maior parte dos trabalhadores ainda está sem receber. Ele detalhou que, enquanto alguns recebem, outros permanecem com três meses de salários atrasados, evidenciando a irregularidade no pagamento.
Direitos trabalhistas comprometidos
Ribamar ressaltou que a irregularidade não se limita aos salários, mas também atinge direitos fundamentais como férias e décimo terceiro salário. Para muitos vigilantes, esses direitos parecem distantes, uma vez que não têm garantias claras sobre seus pagamentos.
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Condições indignas e riscos no ambiente de trabalho
A diretora do Sindicato dos Vigilantes, Vanessa Silva, enfatizou que os trabalhadores seguem exercendo suas funções mesmo diante da falta de remuneração e dos benefícios mínimos necessários. Ela destacou que muitos dependem da alimentação fornecida nas próprias unidades de saúde para conseguirem cumprir a jornada.
Vanessa também alertou para a exposição dos vigilantes a situações de violência dentro dos postos de trabalho, mencionando casos de agressões físicas que colocam em risco a integridade dos profissionais. Ressaltou que esses trabalhadores enfrentam condições precárias enquanto mantêm a segurança e o funcionamento do sistema de saúde estadual.
Cobrança aos parlamentares e questionamentos sobre representatividade
Durante a manifestação, os participantes direcionaram críticas aos deputados estaduais, questionando a atuação dos parlamentares frente aos problemas enfrentados pelos vigilantes. Denison Vilar, do Movimento Todos pela Saúde, contestou a falta de respostas concretas e criticou o discurso político que não se traduz em ações efetivas para a categoria.
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Fonte: acreverdade.com.br
Denison destacou que representar a saúde pública vai além de aparições em campanha eleitoral, apontando a necessidade de legislar e fiscalizar com compromisso real. O protesto reforçou a exigência de posicionamento claro da Assembleia Legislativa em relação aos salários atrasados e às condições de trabalho.
Expectativa por soluções e garantia dos direitos
Vanessa Silva questionou diretamente qual será a resposta da Aleam para a situação dos vigilantes, ressaltando que são profissionais essenciais para o funcionamento e segurança das unidades de saúde. A indefinição sobre o pagamento do 13º salário, dos salários atrasados e dos benefícios preocupa a categoria, que segue cumprindo suas funções, mesmo sem remuneração adequada.
O impasse permanece e a expectativa é que as autoridades responsáveis garantam o direito dos trabalhadores, assegurando a regularização dos pagamentos e a melhoria das condições para que possam exercer suas atividades com dignidade e segurança.

