Conexão entre Arte, Tecnologia e Justiça Ambiental na Amazônia
A plataforma LABVERDE, reconhecida internacionalmente por sua atuação na intersecção entre arte e justiça ambiental na Amazônia, apresenta a exposição Máquinas para Desacelerar o Tempo. A abertura será em 31 de outubro de 2026, às 17h, na Galeria do Largo, em Manaus. A mostra reúne obras do artista francês SMITH e do fotógrafo amazonense Christian Braga, propondo uma reflexão profunda sobre as relações entre tempo, tecnologia e cuidado.
A exposição explora como as imagens podem transformar a percepção dos sistemas vivos e influenciar nossa forma de habitar o planeta. Em cartaz até 31 de janeiro de 2027, o projeto segue depois para Paris, ampliando o diálogo entre a cultura amazônica e o cenário artístico mundial.
Uma Curadoria que Questiona a Tecnologia e o Tempo
Com curadoria de Lilian Fraiji, pesquisadora e cofundadora do LABVERDE, a exposição parte de uma questão central: e se as tecnologias, tradicionalmente usadas para medir, controlar e extrair, fossem reaproveitadas para escutar, proteger e cuidar? Em um contexto marcado pela aceleração digital e pela exploração dos territórios, a mostra convida o público a desacelerar o olhar e refletir sobre como produzimos e consumimos imagens.
Ao deslocar as tecnologias de suas funções habituais, os artistas abrem espaço para novas formas de relação com a natureza, pautadas no bem-viver, na reciprocidade e numa ética visual comprometida com a vida. Essa abordagem desafia as percepções convencionais e promove uma conexão mais profunda com o meio ambiente.
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Trajetórias Complementares que Enriquecem o Diálogo
A exposição reúne perspectivas locais e globais por meio do trabalho de dois artistas com experiências distintas. Christian Braga, fotógrafo e realizador visual de Manaus, dedica-se à documentação de conflitos socioambientais e resistências na Amazônia. Já SMITH, referência na fotografia contemporânea internacional, aborda temas como corpo, identidade, tecnologias da imagem e poéticas de cura, utilizando câmeras térmicas para revelar aspectos invisíveis ao olhar humano.
Mais do que uma apresentação visual, Máquinas para Desacelerar o Tempo oferece uma experiência imersiva e sensorial. O público é convidado a questionar os limites da percepção humana e reconhecer as conexões entre corpos, plantas, paisagens e territórios, em uma proposta que une arte, tecnologia e reflexão ambiental.
Da Amazônia para o Mundo: O Impacto da Exposição
Após sua passagem em Manaus, a exposição seguirá para a galeria Consulat Voltaire, em Paris, levando o debate sobre territórios e imaginários a um novo contexto cultural. O projeto é realizado pelo LABVERDE em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), com apoio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas, por meio do Governo do Estado.
A visitação é gratuita, de quarta-feira a domingo, das 15h às 20h, na Galeria do Largo, localizada no Largo de São Sebastião, no centro histórico de Manaus. A mostra fica em cartaz até 31 de janeiro de 2027, proporcionando uma oportunidade única para a população local e visitantes refletirem sobre a Amazônia e seu papel no mundo.
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Conheça os Artistas e a Plataforma LABVERDE
LABVERDE é uma plataforma que une arte, cultura e ecologia, nascida na Amazônia e com reconhecimento internacional. Atua promovendo criatividade, eventos culturais e produção de conhecimento para fortalecer agendas climáticas, justiça socioambiental e democracia, construindo narrativas que mobilizam e influenciam o debate público.
SMITH (@traumsmith) é um artista e pesquisador radicado em Paris, cuja obra transita entre tecnologia e espiritualidade. Seus projetos exploram metamorfoses, estados intermediários e experiências não humanas, ampliando a compreensão do mundo e da relação humana com ele.
Christian Braga (@christiaanbraga), natural de Manaus, dedica-se há mais de 12 anos à documentação da Amazônia, focando em direitos indígenas, crimes ambientais e proteção das florestas. Colabora com organizações como Greenpeace, WWF e Instituto Socioambiental (ISA), e tem trabalhos publicados em veículos como National Geographic, The Guardian e Al Jazeera. Seu trabalho já foi reconhecido internacionalmente, incluindo menção honrosa no POY Latam e premiação pelo Cultures of Resistance Awards.

