Retorno inesperado e desempenho sólido em Zandvoort
Após uma passagem breve e turbulenta pela Red Bull, com apenas duas corridas disputadas em 2025, Liam Lawson voltou a vestir as cores da equipe austríaca na Fórmula 1. Chamado para substituir Hadjar, afastado por lesão no punho, Lawson aproveitou a chance no GP da Holanda para mostrar evolução e lamentar a rapidez com que perdeu a vaga no ano passado.
Com Yuki Tsunoda assumindo seu antigo posto na equipe B, a Red Bull optou pela experiência do neozelandês para garantir um piloto familiarizado com os carros de 2026, especialmente diante das limitações do reserva Tsunoda. Essa decisão reforçou a confiança na capacidade de Lawson, que viu em Zandvoort uma oportunidade para corrigir os erros do passado.
Qualificação forte perto de Verstappen e melhora visível
Lawson encarou as sessões sprint como parte de um fim de semana normal, buscando se preparar para a classificação do GP no sábado. O piloto avançou ao Q3 sem dificuldades, conquistando a oitava posição no grid com uma volta de 01min11s733. Embora tenha ficado a 0s570 da pole position, a proximidade de apenas 0s1 do seu companheiro Max Verstappen, mesmo com dificuldades da Red Bull na Holanda, chama atenção.
Essa performance contrasta com seus resultados de 2025, quando largou em 20º na Austrália e 18º na China. A evolução rápida reflete o esforço da equipe para ajustar o carro e o próprio Lawson para recuperar seu espaço na Fórmula 1.
Superação de desafios e aprendizado constante
Lawson destacou o desafio de evoluir em pouco tempo, mas frisou que o objetivo sempre foi melhorar ao longo do fim de semana. “Foi um bom trabalho de todos para me ajudar a me sentir o mais confortável possível no carro. Sinto que extraí praticamente tudo o que o carro tinha a oferecer”, afirmou em entrevista à Motorsport.com.
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O neozelandês reconheceu a autoconfiança necessária para pilotar, mas manteve o foco em aprender com Verstappen e se aproximar da velocidade do campeão. O resultado em Zandvoort demonstra que essa estratégia tem funcionado.
Contexto diferente da primeira experiência na Red Bull
Ao analisar sua passagem anterior pela equipe, Lawson reconheceu que as circunstâncias foram adversas. O RB21, carro de 2025, era difícil de pilotar, e ele chegou sem experiência nas pistas de Melbourne e Xangai, onde competiu nas duas corridas que disputou. Esse cenário complicou a adaptação e prejudicou seu desempenho.
Além disso, a diretoria da Red Bull da época parecia confiar mais em Tsunoda para o futuro, o que limitou as chances de Lawson. Ele explicou que a disputa naquele ano foi acirrada porque os carros estavam totalmente desenvolvidos e o carro era instável, o que exigia um domínio preciso.
Diferença entre os carros de 2025 e 2026
O modelo de 2026 trouxe mudanças significativas, com um carro menos instável em comparação ao anterior. Apesar de compartilhar a unidade de potência da Red Bull, o RB22 tem características totalmente distintas do VCARB 03.
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“Tirando a unidade de potência, tudo parece diferente”, comentou Lawson, destacando a sensação ao pilotar, o equilíbrio nas curvas e a aderência em alta velocidade. A confiança para lançar o carro nas curvas e saber exatamente o comportamento do veículo é uma evolução importante para o piloto.
Experiência e maturidade como aliados para o futuro
Lawson ressaltou que, apesar de ter começado o ano passado acreditando que teria mais tempo para se adaptar, acumulou mais corridas na Fórmula 1 e ganhou experiência para se preparar melhor para desafios como o GP da Holanda.
Ele também combateu a narrativa de que sua saída da Red Bull teria sido por falta de confiança. Para o piloto, a questão era tempo e oportunidade, e seu desempenho atual em Zandvoort reforça essa visão.
“É algo que eu sempre soube: que, em circunstâncias diferentes, as coisas teriam sido diferentes. Mas talvez vocês e o mundo agora também possam ver isso”, declarou Lawson, mostrando confiança renovada para seu futuro na categoria.

